Já chegou e já passou… O meu 1º Aniversário!!! Eita dificuldade
Oi, Pessoal!
Primeiro eu preciso pedir desculpas a vocês por terem ficado tanto tempo sem notícias, mas depois que vocês lerem esse post, verão que não foi por mal. Eu descobri que esse negócio de começar a crescer dá muito trabalho, e depois que a gente fica mais velho, como eu que agora já tenho 1 ano inteiro completo, as coisas só ficam mais difíceis. Eu sei que faz muito tempo que a maioria de vocês passou por isso, e não devem lembrar como era, mas é só continuar comigo que eu vou lembrar vocês. Como tenho muita coisa pra contar, vou resumir um pouco, senão vai ficar chato e vocês vão me deixar falando sozinho.
Antes de qualquer coisa eu preciso contar pra vocês da minha festa de aniversário… que coisa maravilhosa! Se eu soubesse que fazer aniversário era tão bom, teria feito um muito antes já, hehehehe. O papai e a mamãe resolveram fazer a festa na casa da minha vó, lá na praia. Esconderam tudo de mim até a hora da festa, ficaram fazendo suspense, não deixavam eu ver nada. Mamãe saía de casa nos finais de semana antes da festa e voltava com um monte de sacolas enormes, e não me deixava ver nada. Mas tenho que confessar, valeu à pena esperar. Fizeram uma festa maravilhosa com a Turma do Cocoricó que eu tanto gosto! E não saíram contratando gente pra fazer e ficaram só olhando, não. Minha mãe, meu pai, minhas tias e as primas do papai decoraram tudo, minha vó fez todos os salgados, e uma tia do papai ainda fez todos os docinhos… acho que isso que deixou a festa ainda mais gostosa. Na hora da festa tinha muita gente, todos os meus avós, tios, primos, os primos do papai, meu padrinho que eu não via há muito tempo, minha bisa (vó da mamãe), uns amigos do papai e da mamãe, alguns vizinhos… ufa, espero não ter esquecido ninguém! Se eu tiver esquecido, me desculpem, mas é que tinha muita gente e minha memória ainda não é das melhores. Não posso esquecer que eu ganhei muitos presentes, e adorei todos! Enfim, não tem como explicar, só quem tava lá que viu como a festa foi maravilhosa, e eu agradeço a todos que foram, ajudaram a montar, brincaram comigo, me curtiram, me paparicaram, me deram presentes (é claro), que tornaram esse dia tão especial! Ah, só tem uma coisa, eu quero deixar claro que não comecei a andar naquele dia de tanto que vocês ficaram fazendo pressão… não é assim que a banda toca não, viu. Vocês acham que, filho do meu pai, eu vou começar a andar pra vocês pararem de me pegar no colo e me levar pra onde eu quiser, é… é ruim, hein!
Bom, como meu pai sempre diz, não há bem que sempre dure, e a moleza começou a acabar por aí. Calma, não vou ficar me lamentando, mas começo a ver que a vida não é só comer e dormir (e fazer cocô, claro… hehehe). Não lembro exatamente se uns dias antes ou depois do meu aniversário, começaram a me levar pra escolinha. Primeiro achei estranho, papai chegava no portão de uma casa, me entregava pra uma tia que eu não conhecia, virava as costas e ia embora. Depois, só no fim do dia, sem me explicar porque me abandonaram o dia todo, mamãe aparecia por lá, nem entrava pelo portão, e aquela tia me entregava pra ela e a gente ia pra casa. No começo eu achei estranho, mas depois comecei a me acostumar, a gostar, afinal eu ficava brincando com vários coleguinhas da minha idade e as tias cuidavam muito bem de mim. Mas quando eu tava bem acostumado, nem chorava mais quando o papai me deixava, parei de ir. Fiquei um tempão sem ir, na minha vidinha de antes, em casa. Ah, não tão igual a minha vidinha de antes, porque quando eu comecei a ir pra escolinha, aprendi a chamar a mamãe, o papai, a tia da escolinha… no começo foi só isso.
Aí então chegaram as férias do papai e da mamãe. Foram duas semanas, mas pra mim pareceram uma eternidade. Tá certo que eu sou menino e gosto de carro, já tenho 1 ano e fico mais tranquilo em passeios longos, mas eles me sacanearam. Passamos a metade do tempo no carro, viajando. Tá certo, fui pra casa das minhas duas vovós, recebi uma visita de um velhinho barbudo, barrigudo, e todo encapotado numa roupa vermelha lá na casa da vovó, na praia. Coitado, ele devia tá com calor com aquilo tudo, mas eu gostei muito dele, porque ele me deu um monte de presente. Se bem que eu fiquei olhando bem pra ele, e ele me parecia meu avô, fiquei bem na dúvida. Mas eu acho que era ele sim, pelo menos a barriga e o chinelo eram iguaizinhos aos dele… hehehe. Sei lá, só sei que foi muito legal! Depois fomos pra casa da minha outra vovó, depois voltamos pra casa da vovó na praia, comemoramos o aniversário da dinda, que fez 30 anos (coitada, se eu que fiz 1 ano já ganhei um monte de tarefa, imagina ela com tudo isso…), depois fomos conhecer uma cidadezinha quente, mas era muito quente, quase não aguentei de tanto calor. Ainda voltamos pra casa da vovó e do vovô na praia, pra só depois voltar pra casa. Antes de voltar pra casa ainda tomei banho de mar, brinquei na areia, tomei um caldo e fiz tudo o que se deve fazer em uma praia… hehehe. Ah! Chamei o vovô e ele finalmente entendeu que eu tava chamando ele, ficou todo feliz e contou pra todo mundo… hehehe.
Ufa, conseguem imaginar o que é andar tudo isso de carro? Pois é, quando a gente voltou pra casa, o que eu mais queria era ficar quietinho na minha cama, com os meus bichinhos, curtindo a paz e o sossego. Quando achei que tinha acabado, na semana seguinte o papai e a mamãe me colocam no carro denovo, que era aniversário de 1 ano do meu priminho mais novo. Foi uma festa muito legal, tinha cama elástica, piscina de bolinha, muita coisa boa pra comer, e muita gente legal também. Eu voltei naquela semana pra escolinha, revi as tias legais que cuidavam de mim, meus amiguinhos, brinquei muito com eles, contei tudo o que tinha feito, tava feliz da vida de estar em casa denovo. No final de semana que a coisa ficou feia.
No sábado fiquei bem resfriado, e no domingo acordei com muita dificuldade pra respirar. Meus pais me levaram no hospital pra ver o que era, fiz fumacinha (inalação) 4 vezes seguidas. Aquilo era muito chato, não gostei não, e eles conseguiram fazer, mas eu não me rendi sem lutar. A briga foi boa, mas como a mamãe e o papai são mais fortes do que eu, conseguiram me segurar. Pior que não resolveu, e tive que ficar uma semana no hospital. Não posso reclamar muito não, porque apesar de ser um lugar que nem de longe lembra a minha casa, me trataram muito bem. Só o ruim foi ter que ficar fazendo aquela fumacinha chata várias vezes por dia, e depois vinham umas tias e ficavam batendo nas minhas costas, me apertando de uns jeitos estranhos… deixa eu contar uma coisa pra vocês, essa parte eu até gostava, porque além desses tapinhas e apertões melhorarem a minha respiração, as tias eram bem bonitas, e eu ficava contente quando elas chegavam… hehehe.
Foi só uma semana? Pareceu um mês, um ano, sei lá, parecia muito tempo. Não tinha muito o que fazer, então eu ficava correndo pelo corredor, conversando com as tias que cuidavam de mim, brincando em um parquinho que tinha lá dentro, mas só. Pelo menos assisti bastante Cocoricó, só deixava fazer a fumacinha se tivesse Cocoricó pra eu assistir… hehehe. Ainda bem que isso passou. Depois ainda tive que fazer fumacinha em casa, e tomei uns remédios, mas agora estou bem. Tá bom, eu tive que voltar pro hospital umas semanas depois, mas fui pra casa no mesmo dia. Ah! Como não tinha muito que fazer no hospital, resolvi aprender a andar afinal. Andava por tudo lá, e agora to andando e correndo pra todo lado. Quem não tá gostando muito disso é o Oliver, porque não é mais muito fácil dele fugir de mim… hehehe.
Bom, agora eu ando bastante, falo muito, peço o que vou comer, todo mundo já entende quando eu peço uma banana, água, suco, comida, falo Alô no telefone e converso com o papai quando ele tá trabalhando, chamo o papai, a mamãe, a tia da escola, a dinda, o vovô, a vovó, todo mundo, ligo o Cocoricó sozinho quando a mamãe não quer colocar pra mim… a coisa tá ficando mais fácil. Mas não posso negar que eu ainda peço um colinho do papai e da mamãe quando to cansado, quando quero um carinho, tenho que aproveitar enquanto eles não negam, não é?
Ai ai, viram como minha vida não tá fácil? Foi difícil achar um tempinho pra contar tudo isso pra vocês. Já sei, vocês querem fotos, né. Calma, não vou deixar vocês sem fotos, vou pedir pro papai colocar algumas aí porque já tá tarde e eu preciso ir dormir.
Beijão pra todos vocês e até a próxima (que eu espero que seja bem próxima)!
PAPAÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍ!
Mais viagem e mais novidades
Oi, pessoal!
Nossa, quanto tempo que não nos falamos! Já estava com saudades de todos vocês. Mas sabem como é, esse negócio de aprender, aprender e aprender é complicado, toma muito tempo. Tá certo, ainda não aprendi a andar nem a falar, mas já engatinho como ninguém. Minha mãe principalmente fica quase maluca correndo atrás de mim, só porque eu quero aproveitar a minha independência e explorar o mundo. Agora tá mais legal de brincar com o Oliver, afinal ele já não consegue mais fugir tão fácil… hehehe. Ele não gostou muito da idéia, anda meio nervoso comigo, mas eu to adorando isso. Esses dias ele me avançou, não chegou a me morder, mas me deu um baita susto… eu até chorei! Ainda não descobri porque ele fez isso, eu só tava brincando com o brinquedo favorito dele e puxei ele pelos dentes e pêlos da boca, não tinha motivo pra tanto. Mas tudo bem, isso passou.
Ah! Tem uma coisa que eu tenho que contar pra vocês. Viajar agora tá muito legal! Papai comprou uma cadeirinha nova pra mim, pra colocar no carro. Ele disse que queria uma pra ele, porque ela é muito confortável e mais segura do que a que eles usam. Pra testar, nós fomos visitar as vovós. No começo incomodou um pouco, porque era diferente e eu nunca tinha usado, mas depois ela foi ficando cada vez melhor, e eu ainda consigo olhar pra fora e ver a mamãe e o papai, coisa que antes não tinha como. Primeiro fomos visitar a vovó da mamãe, e a minha tava junto com ela. Foi uma tarde muito legal, a gente conversou bastante, brincou um monte… AAAAH! Eu andei de bicicleta, e achei muito legal. Paiêêê, compra uma bicicleta pra mim?!?
Depois a gente foi pra casa da outra vó, lá na praia. Lá a gente ficou três dias, e eu me esbaldei. Brinquei muuuuito com o vovô e com a vovó, quase nem via papai e mamãe (não que eu fizesse muita questão… brincadeirinha… hehehe). A vovó me ensinou um monte de coisa legal, aprendi a escalar o muro da casa dela – ainda bem que o papai não viu – e aprendi a subir escada também. Eu achava que engatinhar era só em linha reta, mas lá eu descobri que dá pra engatinhar pra cima, e também descobri que isso cansa muito, e que eu prefiro subir no colo de alguém. Já o vovô ficava fazendo seu esporte favorito, me pegar no colo e sair passeando, me exibindo pra todo mundo. Tá, eu também gosto dessa parte, afinal puxei papai, que gosta de ser o centro das atenções. Pena que tudo que é bom logo acaba, né, e no dia seguinte a gente teve que voltar pra casa.
Mas tudo bem, aqui em casa eu tenho me exercitado bastante. Aprendi a engatinhar como ninguém, vou rapidinho pra onde eu quero, me viro pra qualquer lado, se tiver deitado logo levanto e vou pra qualquer lugar. Se estiver no sofá, não tem problema, eu desço rapidinho e vou logo engatinhando. Antes que vocês comecem a reclamar que eu só fico engatinhando, eu já estou treinando pra andar, fico em pé, tento ficar sem apoio nenhum, mas as minhas pernas ainda não aguentam o meu peso. Não que eu esteja gordo, mas a bochecha pesa, e eu logo perco o equilíbrio… hehehe.
E não é só isso, de vez em quando eu já tomo banho de chuveiro, igual a mamãe e o papai. É meio estranho no começo, aquela água toda caindo bem lá de cima, mas logo eu me acostumo e tomo meu banho tranquilamente. Hahahahaha! Eu tava olhando algumas fotos que a mamãe tirou de mim e lembrei de uma coisa muito engraçada. Minha mãe comprou pra mim um sapato de presente. Ele até que era legal, mas a caixa que veio com ele era muito mais legal. Não dei muita bola pro sapato, fiquei foi brincando com a caixa horas e horas. Mas também, que graça tem um sapato, além de ficar apertando o pé e fazendo ele suar? Ah, uma coisa que eu não posso esquecer de contar, eu ganhei meu próprio notebook do vovô pra poder escrever ainda mais pra vocês. E pra quem duvida que sou eu que escrevo, tem várias fotos aí pra provar pra vocês, tá?!?
Falando em fotos, vão aí algumas pra vocês se divertirem um pouco.
Beijão pra todos e até a próxima!
Dentes, passeios… gatinhas!!!
Oi, pessoal!
Preciso contar uma coisa pra vocês. Lembra que da última vez que conversamos eu estava com a boca inchada, incomodando, e ficavam dizendo que era um tal de dente que tava nascendo? Então, é verdade! Mas não é um só, já nasceu um montão deles. No começo não sabia muito bem o que fazer com eles, mas minha mãe começou a me dar comida mais sólida, acho que com preguiça de amassar muito, e eu comecei a usar eles pra terminar de amassar a comida e poder engolir. Não é legal? A única coisa é que eu acabo comendo menos, porque dá trabalho. Não tem problema, não. Afinal, segundo o tio Carlos já tava na hora de eu maneirar um pouquinho e diminuir o ritmo de crescimento, senão ia ficar que nem o papai… hehehe. Falando nisso, ele disse que eu to com 75,5cm e 10,950kg. Viram, to só crescendo pra cima, e não pros lados. Voltando aos dentes, eu descobri também que eles podem machucar. Como eu gosto de brincar com o meu pé, já dei algumas mordidas nele, e não é que com esse tal de dente dói?
E como eu não to comendo mais tanto, to perdendo minha barriguinha, e tá ficando difícil de rolar. Pra conseguir andar, to tendo que me arrastar. Eu tento ajudar com as pernas, mas ainda dá muito trabalho, aí eu me puxo com os braços, mesmo. Mas tudo bem, porque o que eu to gostando de fazer é ficar em pé. To até arriscando uns passinhos quando a mamãe me segura pelos braços. A primeira vez que eu fiz isso foi quando eu vi uma gatinha no parque e… o que, eu não contei que fui no parque? Ops, esqueci, mas vamos lá. Esses dias, tava um sol bem bonito, não tava muito frio, e o papai e a mamãe resolveram me levar pra passear no parque. Como eles sabem que eu gosto de árvore, me levaram em um que tinha um monte delas, tantas que eu não sabia nem pra onde olhar. Aí eles me sentaram no chão, em cima de uma fralda, e ficaram sentados em uma coisa verde, meio amarronzada, que eles chamavam de grama. Eles tomavam alguma coisa que parecia muito boa, e sempre deixavam o copo (um copo engraçado, de metal e só com um buraquinho em cima) na grama. Como eu gosto de tomar tudo o que eles tomam e não queriam me dar, eu pensei em ir até lá buscar. Só que eu colocava a mão pra fora da fralda e aquela coisa me pinicava, e rapidinho eu acabava voltando. Tentei várias vezes até que eu criei coragem e resolvi enfrentar aquela grama piniquenta. Quando cheguei bem perto do copo, meu pai pegou ele, tomou mais um pouco, e jogou fora (chatão!!). Como não tinha mais o que pegar, resolvi que a grama não era tão ruim e dei uma roladinha nela. De repente, olhei pra minha calça, e ela estava toda suja. Vocês sabem que eu sou um menino muito limpo, então comecei a tirar graminha por graminha da minha calça, pegando uma de cada vez.
Demorou um pouco, mas finalmente eu consegui me limpar. Só ficou um pouco onde eu não enxergava, mas a mamãe foi boazinha e me ajudou com o resto. Já o papai… ficou só rindo do meu jeito. Não tenho culpa se eu sou limpo e ele não. Como o dia tava acabando e tava quase na hora da minha janta, a gente começou a se arrumar pra ir embora. Foi quando um casal se aproximou da gente com uma menininha no colo. Quando colocaram ela no chão, que eu olhei pra ela, fiquei vidrado, não conseguia mais desviar o olhar. Ela já era um pouco mais velha do que eu (uns 2 meses), mulher feita, já sabia até andar. Eu tentei chegar perto rolando, tentei me arrastar, mas ela não parava de andar de um lado pro outro. Eu pensei um pouco, segurei nas mãos da minha mãe, fiz uma baita força, e levantei. Firmei bem as pernas, me concentrei bem nela, e fui andando, passo a passo, até chegar perto dela. Ufa! Cheguei perto dela, foi quando vi aqueles cabelos… não pude resistir, tratei de agarrar logo aqueles cabelos. Mamãe logo me fez soltar, mas ela não achou ruim, não. Sentamos então um de frente pro outro, conversamos um pouco. Papai e mamãe também conversaram com os pais dela, mas a fome começou a apertar e eu pedi pra irmos pra casa. Um dia inesquecível com certeza! Pena que não sei mais se vou voltar a vê-la, mas vou pedir pros meus pais me levarem naquele parque denovo qualquer dia, quem sabe…
Bom, depois desse dia, eu descobri que consigo ficar de pé se eu me esforçar bastante. Já posso dizer que isso deixou o papai e a mamãe um pouco mais atentos, e mais chatos também. Baixaram meu berço, e eu não consigo pegar os bichinhos que balançam em cima dele – pelo menos assim eu consigo ficar de pé no berço sem correr o risco de cair, né… é não foi tão mal assim. Não deixam mais eu fazer o que eu quero, não posso abrir gavetas, pegar as coisas deles que estão na prateleira que eu alcanço. Mas como eles cuidam bem de mim, eu sei que não é por mal que eles fazem isso, e quando dizem que eu não posso fazer, eu só tento mais três ou quatro vezes e não faço mais. Ah! Não deixam eu me pendurar na cadeira, nem beijar o chão. Em compensação, estão me dando coisas mais gostosas pra comer, bolachinhas, frutas mais inteiras, comida mais sólida, brincam mais comigo, me deixam de pé, muitas coisas legais. Não posso esquecer do Oliver também, que continua me deixando brincar com ele, puxar os pelos, brincar com os brinquedos dele, inclusive com o ossão.
Gente, desculpaí, mas tá tarde e to com sono, vou dormir. Calma, calma, eu deixo umas fotinhos pra vocês.
Beijão pra todos!
Eita Correria!
Oi, pessoal!
Eu sei que fiquei muito tempo sem falar com vocês, mas não esqueci de vocês não. É que muita coisa tá acontecendo, muitas viagens, muitas novidades… mas fiquem tranquilos que vou contar tudinho pra vocês, nos míííínimos detalhes. Pensando bem, nem em tantos detalhes assim, senão não vou terminar nunca. Vamos lá, por onde eu começo…?
Pra variar, mamãe e papai decidem viajar denovo. Fomos pra casa da vovó Nena, bem no dia do aniversário da mamãe. Saímos de casa já há noitinha, e eu fui dormindo quase o tempo todo. Chegando lá, encontrei todo mundo, vovô, vovó, meus tios, meus primos. Na mesma hora, meu sono foi embora, acho que ficou no carro. Eu só queria era brincar, mostrar pra todo mundo que eu ficava um tempão sentado, e tentar ensinar meu priminho tudo o que eu tinha aprendido. Enquanto isso, o papai e a mamãe curtiam um churrasco que tavam fazendo pra ela, afinal era aniversário dela. No dia seguinte, ela ficou falando pra vovó que estava com muita saudade de comer uma feijoada, que fazia muito tempo que não comia a que a vovó fazia. Quando ela decidiu fazer, a mamãe foi com ela comprar as coisas e depois, sabem o que ela fez? Chamou o papai, entramos no carro, e fomos visitar a bisa, a vó dela. Ela tava muito bem, e ficou muito feliz em me ver. Eu também fiquei muito feliz, porque já fazia muito tempo que eu não via ela e tava com saudades. A gente também visitou os tios da mamãe, e eu conheci um monte de gente legal. Depois a gente voltou pra casa da tia, aonde tinha a feijoada, afinal a mamãe e o papai tavam com fome, só eu que tinha comido até aquela hora. No dia seguinte, logo depois do almoço, a gente voltou pra casa. Esses meus pais são mesmo malucos. Me fazem ficar mais de 12 horas naquela cadeirinha chata pra ficar um final de semana passeando. Mas tudo bem, sempre é muito bom ficar com todo mundo, eu pelo menos gosto muito. Ah! Olha só eu e meu primo aí.

Tenho que confessar uma coisa pra vocês. Acho que vou ser músico… Olha como eu tenho talento!
Agora tem uma coisa que eu ainda não consegui entender. Eu falo o dia inteiro, entendo o que todo mundo fala, mas vivem dizendo que eu ainda não aprendi a falar. A única coisa que eles acham que entendem é quando eu falo “mamã”… a mamãe diz que eu falo “mamãe”, já o papai diz que é “mamá” ou “mamão”, dependendo do contexto, segundo ele. Mas sabem o que eu quero dizer com isso? Não? Então acho que vocês é que tem que aprender a falar… hehehe (brincadeira), mas não conto e pronto! Outra coisa que ficam falando aí e que eu não acho certo é que eu ainda não sei andar. Na verdade eu não sei mesmo, nem como o papai e a mamãe, nem como o Oliver. Mas eu tenho meu jeito de chegar onde eu quero… eu rolo! É isso mesmo. Como o tio Carlos falou, a minha barriga anda meio grande, sabe.. aí é mais fácil rolar do que tentar levantar esse peso todo… hehehe. Só de pensar nisso dá uma preguiiiiça. E não importa onde eu esteja, pode ser na cama da mamãe e do papai, no meu berço, mas o lugar que eu mais gosto de rolar é no chão. Desde a primeira vez que a mamãe me colocou no chão, eu não quero mais saber de outro lugar. É muito legal, dá pra espalhar bem os meus brinquedos, rolar pra todos os lados sem o risco de cair, e eu ainda posso brincar com o Oliver. Esse cão é um amigão… fica cuidando de mim, brinca comigo, deixa eu fazer bateria nele, puxar os pêlos, rola comigo, e deixa eu fazer o que eu quiser com ele, sem reclamar. Só que, depois de um tempo, ele resolve sair de perto e me deixa sozinho… acho que vai dormir. Aí eu fico brincando com os meus brinquedos, assistindo TV, mas não quero sair do chão, não.
E não posso esquecer que há algumas semanas atrás papai e mamãe resolveram aprontar uma pra mim. Viajamos pra casa da vovó, quase 9 horas naquela cadeirinha desconfortável. Cheguei todo quebrado, mas quando vi a vovó e o vovô esqueci de tudo, e fiquei muito feliz. A gente chegou já tarde, então eu só brinquei um poquinho com eles e fui dormir. Ainda mais que eles colocaram uma rede no quarto do papai e da mamãe, só pra eu poder dormir (imagina só que vida dura, na praia, dormindo em uma rede? Ficaram morrendo de inveja, né?!? Hehehe). No dia seguinte a mamãe colocou uma calça jeans em mim, cheia de pano costurado, uma camisa xadrez, um chapéu de palha, e ainda pintou um bigodinho em mim (eita coisa incômoda esse bigode pintado… borrava tudo). Teve uma tal de festa junina, julhina, sei lá. Só sei que tava todo mundo vestido como eu, dançando, comendo, bebendo… e eu só no meu leitinho. Mas começou muito tarde, e logo eu fui dormir. Mas o papai e a mamãe disseram que foi muito bom! Só que no dia segiunte tivemos que voltar pra casa, e lá se foram mais 9 horas naquela cadeirinha. Mas não importa, pode ter rede na casa da vovó e tudo o mais, mas nada como o meu berço, o meu quarto, a minha casa… e o meu cão! Não posso esquecer do Oliver.
Enfim, tá tudo muito legal. A única coisa que anda me incomodando é a minha boca. Anda toda inchada, coçando, doendo, e ainda tem umas coisas duras saindo, que parece que vai cortar meu dedo quando eu mordo ele… mas isso não é de todo mal, porque isso facilita muito quando eu vou comer. Ainda mais agora que a mamãe e o papai resolveram me dar algumas coisas que eles comem também, umas barrinhas secas, docinhas, que eles chamam de bolacha, em vários formatos. Eu coloco na boca, fico amolecendo um pouco, e depois uso essas coisinhas duras, que eles chamam de dente, e mordo elas, mastigo, e fico feliz e contente. Nas últimas vezes que eu visitei o tio Carlos, sempre comecei a comer coisas novas. Já comi essas bolachas, to tomando iogurte, comendo queijo, mingauzinho, até chupando laranja. Fico só esperando a próxima visita lá pra saber o que eu vou começar a comer de novo. Falando nisso, na minha última visita, ele falou que eu to muito bem, e crescendo um monte. Já to com 72cm e 10,545kg, mas podem deixar que eu vou me cuidar, porque se eu continuar desse jeito, vou ficar que nem o papai… hehehe.
Só pra acabar, vejam como a minha mãe tá uma ótima fotógrafa. Claro que o modelo também ajuda… hehehe (brincadeira).
Antes que eu me esqueça, eu quero desejar um FELIZ DIA DOS PAIS pra todos que são (e os que logo serão) pais, e principalmente pro meu pai e pros meus vovôs, que eu AMO MUITO, e sou muito feliz por ter nascido com eles!
Beijos pra todos e até a próxima!
Vacina é moleza!!!
Oi pessoal!
Essa semana fui visitar o tio Carlos denovo, depois de menos de duas semanas. Achei estranho, mas quando cheguei lá descobri que era por causa da minha bronquiolite. Graças a Deus ela já tinha ido embora… eu já tinha percebido e falado pra minha mãe, mas ela não entendia. Ele me pesou denovo, e eu cresci só mais um poquinho (hehehe), tô com 8,950kg. Depois de ser muito elogiado (básico) por estar crescendo muito, e ouvir meio contrariado que eu ainda não consigo rolar porque a barriga não deixa (até parece, a barriga do papai é muito maior e ele consegue rolar), nós fomos buscar o papai.
Quando chegamos no trabalho dele, ele tava com os olhos vermelhos, parecia que tinha chorado. Ele contou pra mamãe que era uma tal de conjutivite, e que ía ter que ficar longe de mim pra eu não pegar também. Eu fiquei triste, porque eu gosto muito de ficar com ele, e fico vendo ele em casa e não posso brincar com ele. Mas tudo bem, quando saímos de lá, fomos direto tomar vacina… DENOVO! Todo mês é a mesma coisa, que chato! Mas tudo bem, mamãe me colocou naquela cama dura, gelada, com aquele lençolzinho de papel vagabundo, que eu já fui logo pegando um pedaço e rasgando pra ver se tiravam e colocavam um melhorzinho, mas não teve jeito. Depois tiraram minha calça, mamãe segurou a minha perna e veio aquela tia chata com a seringa. Eu tava tão entretido com uma caixinha que a minha mãe me deu que eu nem senti nada. Deu só uma dorzinha na perna, mas logo passou. É claro que eu não chorei, porque isso é para fracos… hehehe. Falando sério, isso nem dói mais muito, é chato, mas não dói.
Bom, só passei aqui mesmo pra dar um oi.

Beijos pra todos e logo nos encontramos denovo!
Comida, Comida… Resfriado… Comida, Comida… hehehe
Oi, pessoal!
Tenho que confessar uma coisa pra vocês… comer é muito bom! Desde que eu comecei com o suquinho e a banana, que eu mostrei pra vocês, comecei a comer cada dia uma coisa diferente. Minha mãe que me desculpe, mas tenho que dizer que hoje eu já prefiro uma bela sopa do que o leite da minha mãe (não que eu ainda não tome mais o leitinho dela, mas já é bem menos). Comecei também a tomar um leitinho na mamadeira, tá certo que às vezes vem muito quente ou muito frio, mas no geral é muito bom. Agora não quero mais saber de outra coisa… só quero comer, comer e comer… hehehe. Mas também, depois de comer tanto já estou com 67cm e 8,530kg. Grandão!!!

Mas nem tudo é muito bom, esses dias experimentei uma coisa que eu não gostei nem um pouco… um tal de resfriado. Eita coisinha chata, que incomoda. Trancou minha respiração, fez minha garganta doer, meu nariz escorrer, meu olho saía lágrima sem eu chorar… ruim demais.

Mas uma coisa boa foi que eu não parei de comer nem assim, e ainda tomava bastante leitinho da minha mãe, aí fiquei bom rapidinho, e sem remédio. Mas também, com um leitinho daqueles, tem remédio melhor? Foram alguns dias assim, até que eu melhorei bem, mas passei pra minha mãe, que ficou mais de uma semana ruim, coitadinha. Me deixava triste olhar pra ela daquele jeito sabendo que eu tinha passado aquilo tudo, mas eu não tive culpa, e ela sabe disso. Fiz muito carinho nela e cuidei direitinho dela, e hoje ela tá bem também.

Só que o tempo aqui na nossa cidade fica muito seco quando vai chegando o frio, e fica difícil de respirar. Semana passada meu peito começou a fazer barulho, começou a me dar uma sensação estranha, parecia que tinha sujeira dentro dele. Ainda bem que a minha mãe maravilhosa também ouviu e ligou pro tio Carlos, que pediu pra ela me levar em um amigo dele pra ver o que era, porque achava isso meio estranho. Esse tio Carlos é muito bom, mesmo! Não deu outra, mamãe me levou num tal de hospital pra falar com esse tal amigo, e ele descobriu que eu tava com uma bronquiolite… Ahn? O que que é isso? Não entendi muito bem o que era, mas sei que é uma doença que atinge os pulmões e, se não for bem tratada, pode ficar crônica que nem a asma. Mas podem ficar tranquilos que a mamãe e o tio Carlos estão cuidando bem de mim e não vão deixar isso acontecer. Até porque eu já estou bem melhor, ainda tenho chiado no peito, mas a mamãe e as moças que cuidam de mim durante a semana tão fazendo inalação em mim várias vezes (é muito chato, mas se é pro meu bem, tenho que fazer).
Falando nisso, esqueci de contar pra vocês! A mamãe voltou a trabalhar e me deixou em casa com duas tias muito legais… calma, é uma de cada vez, cada dia vem uma. Isso é legal, porque cada uma tem um jeito de cuidar de mim, e eu vou aprendendo a lidar com gente diferente. Antes que alguém me pergunte, elas cuidam muito bem de mim, viu! Mamãe sai e eu nem fico mais triste, porque eu sei que ela vai voltar logo. Fico brincando, comendo, tomo banho, como denovo, brinco um pouco, tomo uma mamadeira, durmo um pouco, como mais ainda… quando eu vou ver mamãe já voltou… hehehe. Aí, mamo um pouco e volto pras minhas atividades.

Falar tanto em comida me deu uma foooome… acho que vou pedir pra mamãe um leitinho e depois vou dormir.
Beijão pra todos!
Feliz Dia das Mães!
PARABÉNS, MAMÃE!!!
Hoje é um dia muito especial pra mim, pois foi a primeira vez que eu pude abraçar a minha mãe e dizer pra ela o quanto a amo, o quanto eu tenho a agradecer por tudo o que ela fez e faz por mim todos os dias. Todo mundo sabe o quanto ela sofreu pra cuidar de mim quando eu tava dentro dela, no começo eu quase caindo, depois querendo sair antes da hora. Sempre ela deixava tudo pra trás pra cuidar de mim, pra ter certeza que eu ía ficar bem, e nada mais importava. Depois, quando eu vim pro lado de fora, ela dedicou 5 meses só pra mim, pra me ajudar a crescer, aprender tudo o que eu aprendi, e todo o restante ficou de lado.
Por isso mesmo eu agradeço ao Papai do Céu todos os dias por ter me escolhido pra ter ela como mãe, que eu considero como uma coisa maravilhosa, e se eu pudesse escolher entre todas as mulheres do mundo, com certeza ela seria a minha escolha. Até porque ela vem acompanhada da minha vovó maravilhosa, que também é uma mãezona quando tá cuidando de mim. Não posso esquecer também da vovó mãe do papai, que faz tudo o que eu quero o tempo todo… quero ver se ela vai continuar fazendo isso quando eu crescer.
Bom, hoje passei rapidinho aqui só pra contar pra todo mundo que eu AMO MUITO ESSA MINHA MÃE, que ela é a melhor coisa que existe no mundo! E mais uma coisa… Morram de inveja, porque essa mãe é só minha (pelo menos por enquanto, segundo o papai)!
UM FELIZ DIA DAS MÃES PRA TODAS AS MÃES DO MUNDO! TODAS SÃO MUITO ESPECIAIS!

Viagens, comida… Correria!
Esse tempo todo que passamos longe foi recheado de novidades. Muita coisa acontece com a gente nessa fase, cada dia aprendendo alguma coisa, fazendo uma coisa nova. Já descobri que minhas mãos servem pra várias coisas além de escrever pra vocês. Posso usá-las pra colocar na boca, ficar babando neles (babar é uma das coisas que mais tenho feito ultimamente), posso usar pra pegar as coisas que eu quero – uma coisa aparentemente simples, mas que eu ainda estou me batendo um pouco pra conseguir – o que é melhor que ficar simplesemente olhando pro que está em minha volta, ou esperar que a mamãe ou o papai limpem minha boca com uma fralda, por exemplo. Aprendi também que, quando seguro as coisas, se eu não quero mais, posso simplesmente jogar elas longe (tá certo que logo depois a mamãe briga, mas eu acho tão legal… hehehe). O que mais que eu posso fazer com elas… beliscar minha mãe, colocar o dedo no olho do meu pai, puxar a toalha da mesa, tentar colocar a mão na comida da mamãe – que ela nunca deixa, não sei porque – brincar com os meus brinquedos, colocar coisas na boca… Nossa! Quanta coisa uma mão pode fazer, né.
Claro que não só de mão vive um menino como eu, tem muita outra coisa acontecendo. Eu sempre viajei muito, vocês sabem, desde que estava dentro da minha mãe. E há uns dias atrás resolvi levar a mamãe pra conhecer algumas pessoas que eu ainda não tinha visto, aqueles tios, tias e primos dela que ainda não tinham vindo me conhecer, e que eu sempre ouvi falar e queria conhecer. Foi minha primeira viagem de avião. Tava ansioso, quase não consegui dormir na noite anterior, porque o papai ficou falando tanto desse tal de avião que a curiosidade foi enorme. No dia de viajar papai se atrasou pra buscar a gente em casa (só pra variar um poquinho) e tivemos que sair correndo pra não perder a hora. Chegamos bem na hora, papai falou com o moço que entregou as passagens, e fomos pra sala esperar o voo. Claro que ele tava nervoso, afinal ía ficar em casa sozinho uma semana, e tava todo choroso, dava pra ver no rosto dele. De tanta vontade que a gente não fosse, conseguiu perder a passagem da mamãe, e teve que sair correndo pra pegar outra com o moço (ainda bem que ele era gente boa – brigadão, tio!). Ele voltou, entregou a passagem pra mamãe pra não perder denovo, me deu um beijão e um abração bem apertado, se despediu da mamãe – parecia que nunca mais ía ver ela, do jeito que se despediu – e a gente entrou naquela salona pra esperar o avião. Como eu tava meio com sono, pedi pra mamãe aquele leitinho gostoso que só ela pode me dar, e fomos pro tal avião. Coisa barulhenta aquilo, ficou tirando a minha atenção o tempo todo, não conseguía nem mamar direito. Mas no final até que achei legal aquilo lá, e depois de um tempo dormi gostoso.
Chegando lá a tia da mamãe foi pegar a gente e fomos pra casa dela. Depois disso foi um tal de mudar de casa, cada dia uma casa diferente, um monte de gente diferente, um lugar quente, abafado, mas cheio de gente legal. Acho que conheci toda a família da mamãe, porque era muita gente. Fui conhecer aonde a vovó da mamãe tá dormindo. Não entendi muito bem o que era aquilo, porque era um lugar que eu não via ninguém, só várias caixonas de cimento no chão, com cruzes, fotos, flores, e a mamãe falou que a vó dela tava lá. Eu fiquei triste, porque não pude ver ela pra agradecer o que ela fez por mim e pela mamãe quando eu tava me formando que ela precisou de ajuda, mas ela sabe que, mesmo sem eu ter visto ela, eu a amo muito, e sempre vou lembrar da voz dela, e de como ela sempre me esperou com tanta alegria. Viajamos para uma outra cidade também, aonde conheci mais uma tia da mamãe. Eu já tava cansado de tanta correria, só pra variar um pouco – eu gosto de viajar, mas depois de um tempo tudo o que eu quero é minha casa e minha cama – a saudade do papai tava apertando, e eu e a mamãe resolvemos voltar pra casa. Mais uma viagem de avião (dessa vez mais tranquilo, porque o papai não tava junto… hehehe), mas como eu tava muito cansado, aquela barulheira do avião me incomodou, e eu passei a viagem toda chorando, incomodando aquele monte de gente que tinha lá comigo. Mas tudo bem, quando saímos de lá, encontramos o papai com um sorriso enorme no rosto, e um lindo buquê de rosas para a mamãe. Acho que nem quando eu nasci vi ele tão feliz, ele me pegou no colo e me deu um abraço tão forte que amassou umas 3 costelas, mas depois de uns 3 dias já conseguía se mexer sem sentir dor… hehehe.
No dia seguinte, foi uma tal de páscoa, um dia que o papai fez um peixe delicioso (foi o que a mamãe falou), que eu pude sentir o gosto pelo leite que a mamãe me deu depois. Ainda não entendi muito bem o que páscoa quer dizer, mas pelo jeito tem a ver com o mesmo cara do meu batizado – é assim que se fala, né? Uma coisa que eu gostei foi que eu ganhei um presente do papai, em formato de ovo, bem colorido. Fiquei brincando um tempão com ele, ó.
Falando em experimentar, minha mãe começou a me dar um monte de coisa diferente. Primeiro foi um tal de suco, uma coisa amarela – meio doce, meio azeda – que ela me deu em um copinho. No começo eu não gostei muito, ainda mais que ela tava me filmando enquanto me dava, mas depois acabei até pedindo mais.
De casa nova!

Depois do Carnaval… Férias!
Uns dias depois, minha mamãe acordou cedo (claro, eu acordo cedo e não gosto de ficar sozinho, aí acordo ela – tá bom, é mais porque eu acordo com fome e quero logo o meu café… mas eu também gosto muito de ficar com ela, tá!!!), foi logo me dando banho e me colocando uma roupa bem bonitona, toda branca, camisa social, suspensório e tudo o mais… alguma coisa tava pra acontecer, tava na cara. Logo o papai levantou, a vovó, o vovô, a dinda… todo mundo correndo pra tomar banho, se arrumar, e sair correndo, sempre dizendo que estavam atrasados (papai é perito nisso, embora eu ainda não saiba o que é isso – só sei que não deve ser muito bom, porque a mamãe sempre fica brava com ele). Fomos pro carro dar um passeio, e logo chegamos em uma casa bem grandona.
A casa era muito bonita, mas quando a gente entrou, não tinha quarto nem uma caminha pra eu tirar um cochilo. Era cheia de gente, tinha um montão de bancos e só uma mesinha, bem pequenininha na frente, onde ficava um tio (de vestido?!?). Eu não tava entendendo. Ah, tinha também uma cruz bem grande atrás da mesa, com um homem nela. Eu ficava olhando, tentando entender o que ele tinha feito. No começo sentia pena dele, mas depois… não sei explicar, mas olhar pra ele passou a me deixar muito tranquilo, sem saber exatamente porque. Ficamos lá bastante tempo, eu sentado no colo da mamãe, prestando atenção no que o tio lá da frente falava. AAAAAH!!!! Esqueci de contar! Logo depois que eu coloquei aquela roupa bonitona, quem chegou??? Meu dindo!!! Na hora que eu vi ele já abri um sorriso, porque sabia que era um cara legal. Ele foi junto com a gente praquela casona.
De repente, todo mundo levantou e foi saindo, indo embora. Não tava entendendo nada, a gente correu tanto pra chegar lá, depois todo mundo vai embora e a gente vai ficando. Depois que todo mundo foi embora, eu pude ver que tinha um monte de gente que eu conhecia… minhas vovós e meus vovôs, meus tios e tias, os primos do papai, os tios do papai, o padrinho dele, a tia da mamãe, os amigos do papai aqui de SP. Que estranho… A gente foi se aproximando da mesa, e o tio que tava falando atrás dela tava lá ainda. A mamãe comigo no colo, o papai de um lado, a dinda e o dindo do outro, e todo mundo olhando pra gente. O tio começou a falar, e eu comecei a sentir uma coisa muito legal, uma alegria que eu nunca tinha sentido. Eu não entendia nada que ele tava falando, mas fui sentindo uma paz muito grande. Aí a dinda me pegou… Epa! Por que o dindo tá acendendo essa vela e ficando com ela do meu lado? Cuidado pra não me queimar, hein! O tio pegou uma jarra bonita, uma bacia, e jogou um pouco de água na minha cabeça. Fez um carinho meio estranho na minha testa, com uma coisa meio oleosa na mão, falando alguma coisa que eu não entendia. Achei legal, me senti bem, mas comecei a ficar cansado daquilo tudo… a hora do almoço tava chegando e a mamãe parecia que não ía me dar comida.
Ainda bem que logo depois fomos pra casa da dinda. Já no caminho eu fui almoçando, porque não conseguia mais aguentar a fome. Chegando lá, todo mundo queria me pegar no colo, me abraçar, me beijar. Claro, pra não deixar eles tristes, eu deixei… cada colinho gostoso… heheheh. Tinha bastante música, muita comida, bagunça, bem do jeito que eu gosto. Mas logo todo mundo começou a ir embora, dizendo que no dia seguinte tinham que trabalhar. Fiquei triste, mas a mamãe me lembrou que tinha gente que tinha ido de longe só pra me ver, aí tudo bem. No dia seguinte, fomos pra casa do meu tio, e eu fiquei conversando com o meu primo, que nasceu uns dias depois que eu. Batemos altos papos no quarto dele. A gente ficou lá mais uns dias, mas depois o papai me colocou o carro denovo e fomos passear.
Como eu já tava passeando bastante, fiquei imaginando pra onde eles iam me levar dessa vez. Confesso que tava cansado de tudo isso, queria minha cama, e o passeio não acabava nunca. Achei que não ia mais sair do carro. Muito tempo e vários lanches depois, acabei pegando no sono. Quando abri o olho o que eu vejo??? Meu quarto!!! ÊÊÊÊÊÊÊÊ!!! Acho que nunca fiquei tão feliz de ver meu quarto, minhas coisas. Não tava nem acreditando. Eu respirei fundo, olhei pros lados e pensei: “Agora quem vai tirar férias sou eu”. E a vida voltou ao normal, mas agora eu não sei, desde o dia que eu entrei naquela casa com a cruz, sinto que tem sempre alguém olhando por mim, cuidando de mim. Quando eu puder, pergunto pra mamãe.
Depois de tanto blá blá blá, eu tinha prometido umas fotos, né. Então… divirtam-se!














































































































































