Depois do Carnaval… Férias!
Uns dias depois, minha mamãe acordou cedo (claro, eu acordo cedo e não gosto de ficar sozinho, aí acordo ela – tá bom, é mais porque eu acordo com fome e quero logo o meu café… mas eu também gosto muito de ficar com ela, tá!!!), foi logo me dando banho e me colocando uma roupa bem bonitona, toda branca, camisa social, suspensório e tudo o mais… alguma coisa tava pra acontecer, tava na cara. Logo o papai levantou, a vovó, o vovô, a dinda… todo mundo correndo pra tomar banho, se arrumar, e sair correndo, sempre dizendo que estavam atrasados (papai é perito nisso, embora eu ainda não saiba o que é isso – só sei que não deve ser muito bom, porque a mamãe sempre fica brava com ele). Fomos pro carro dar um passeio, e logo chegamos em uma casa bem grandona.
A casa era muito bonita, mas quando a gente entrou, não tinha quarto nem uma caminha pra eu tirar um cochilo. Era cheia de gente, tinha um montão de bancos e só uma mesinha, bem pequenininha na frente, onde ficava um tio (de vestido?!?). Eu não tava entendendo. Ah, tinha também uma cruz bem grande atrás da mesa, com um homem nela. Eu ficava olhando, tentando entender o que ele tinha feito. No começo sentia pena dele, mas depois… não sei explicar, mas olhar pra ele passou a me deixar muito tranquilo, sem saber exatamente porque. Ficamos lá bastante tempo, eu sentado no colo da mamãe, prestando atenção no que o tio lá da frente falava. AAAAAH!!!! Esqueci de contar! Logo depois que eu coloquei aquela roupa bonitona, quem chegou??? Meu dindo!!! Na hora que eu vi ele já abri um sorriso, porque sabia que era um cara legal. Ele foi junto com a gente praquela casona.
De repente, todo mundo levantou e foi saindo, indo embora. Não tava entendendo nada, a gente correu tanto pra chegar lá, depois todo mundo vai embora e a gente vai ficando. Depois que todo mundo foi embora, eu pude ver que tinha um monte de gente que eu conhecia… minhas vovós e meus vovôs, meus tios e tias, os primos do papai, os tios do papai, o padrinho dele, a tia da mamãe, os amigos do papai aqui de SP. Que estranho… A gente foi se aproximando da mesa, e o tio que tava falando atrás dela tava lá ainda. A mamãe comigo no colo, o papai de um lado, a dinda e o dindo do outro, e todo mundo olhando pra gente. O tio começou a falar, e eu comecei a sentir uma coisa muito legal, uma alegria que eu nunca tinha sentido. Eu não entendia nada que ele tava falando, mas fui sentindo uma paz muito grande. Aí a dinda me pegou… Epa! Por que o dindo tá acendendo essa vela e ficando com ela do meu lado? Cuidado pra não me queimar, hein! O tio pegou uma jarra bonita, uma bacia, e jogou um pouco de água na minha cabeça. Fez um carinho meio estranho na minha testa, com uma coisa meio oleosa na mão, falando alguma coisa que eu não entendia. Achei legal, me senti bem, mas comecei a ficar cansado daquilo tudo… a hora do almoço tava chegando e a mamãe parecia que não ía me dar comida.
Ainda bem que logo depois fomos pra casa da dinda. Já no caminho eu fui almoçando, porque não conseguia mais aguentar a fome. Chegando lá, todo mundo queria me pegar no colo, me abraçar, me beijar. Claro, pra não deixar eles tristes, eu deixei… cada colinho gostoso… heheheh. Tinha bastante música, muita comida, bagunça, bem do jeito que eu gosto. Mas logo todo mundo começou a ir embora, dizendo que no dia seguinte tinham que trabalhar. Fiquei triste, mas a mamãe me lembrou que tinha gente que tinha ido de longe só pra me ver, aí tudo bem. No dia seguinte, fomos pra casa do meu tio, e eu fiquei conversando com o meu primo, que nasceu uns dias depois que eu. Batemos altos papos no quarto dele. A gente ficou lá mais uns dias, mas depois o papai me colocou o carro denovo e fomos passear.
Como eu já tava passeando bastante, fiquei imaginando pra onde eles iam me levar dessa vez. Confesso que tava cansado de tudo isso, queria minha cama, e o passeio não acabava nunca. Achei que não ia mais sair do carro. Muito tempo e vários lanches depois, acabei pegando no sono. Quando abri o olho o que eu vejo??? Meu quarto!!! ÊÊÊÊÊÊÊÊ!!! Acho que nunca fiquei tão feliz de ver meu quarto, minhas coisas. Não tava nem acreditando. Eu respirei fundo, olhei pros lados e pensei: “Agora quem vai tirar férias sou eu”. E a vida voltou ao normal, mas agora eu não sei, desde o dia que eu entrei naquela casa com a cruz, sinto que tem sempre alguém olhando por mim, cuidando de mim. Quando eu puder, pergunto pra mamãe.
Depois de tanto blá blá blá, eu tinha prometido umas fotos, né. Então… divirtam-se!
Oi meu lindão!!!!
Que coisa gostosa ver voce de novo e saber que voce ficou tão contente de chegar em casa, mas que tava bom aqui na praia, na casa da vovó e do vovô, tava, né!!!
Adorei saber que depois de tomar aquele “banhinho” que o tito te deu na casona grande, voce tá sempre sentindo Alguém pertinho de voce! E vai estar sempre!
Beijão grande e que Deus abonçoe sempre, voce, papai e mamãe!
Vovó Aninha
17/03/2009 em 13:50
Nossa, voltando um pouco e vendo as fotos anteriores… É nítido o crescimento do moleque, que tá cada dia mais lindo, mas firme, mais esperto!
Filhadinho, amo vc e estou morrendo de saudades de pegar você, de sentir seu cheiro, sua mãozinha linda segurando meu dedo, sua gargalhada gostosa qdo a gente faz caretas estúpidas… hehehehebeiJOs família!
dinda
12/04/2009 em 14:06